quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Líderes dispensáveis?

Pesquisa da consultoria Entheusiasmos diz que cerca de 50% dos líderes de empresas não estão preparados para seus cargos

Mais de 50% dos líderes de empresas, entre eles presidentes, diretores e gerentes, não têm condições ou preparo para levar suas organizações a um bom desempenho. É o que garante uma pesquisa feita pela consultoria Entheusiasmos, desenvolvida ao longo dos últimos três anos.

De acordo com o diretor da consultoria, Eduardo Carmello, esse dado revela que muitas empresas não têm lideranças aptas a entender o valor dos ativos intangíveis. Segundo o diretor, 80% do valor da empresa vem de relacionamentos, marca, conhecimento, reputação e capital intelectual, relacionado diretamente aos empregados.

Para ele, isso também explica por quê 75% dos empregados de empresas, segundo levantamento do Conselho Americano de Liderança, não acreditam que suas lideranças podem levar as empresas adiante, com sucesso, nos próximos 5 anos.

“Ao longo de 15 anos de estudos e práticas nas empresas, fizemos algumas perguntas aos líderes e executivos. Uma delas é se eles se consideravam pessoas com conhecimento e eficazes e 80% deles disseram que sim. No entanto, quando íamos verificar se estes conhecimentos estavam sendo aplicados, esse índice caía para 39%. E quando íamos avaliar se estes conhecimentos aplicados estavam gerando resultados, o indicador chegava a apenas 19%. Ou seja, apenas dizer que sabe, não significa fazer e, para uma empresa, o fazer é o decisivo, é o que gera resultados”, finaliza.

Fonte: http://consumidormoderno.uol.com.br/canais/recursos-humanos/lideres-dispensaveis/view

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Michael Jackson, Obama e gripe suína são os temas mais usados para espalhar víru

Hackers também aproveitam sentimentos como o ciúmes para fazer internautas baixarem falsos aplicativos

Não se pode negar que os hackers são antenados. Em 2009, os temas mais usados, de janeiro a julho, para espalhar vírus pela internet são a morte de Michael Jackson (30%), a gripe suína (27%) e o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama (11%), segundo estudo elaborado pela companhia de antivírus Panda Security.

Ligados nas novidades mais quentes do momento, os hackers as usam para fazer com que suas vítimas mordam a isca. Primeiro, eles captam a atenção do internauta usando como gancho uma notícia e, na seqüência, leva-o a uma nova página da web, para que ele faça o download mascarado do vírus.

Mas não é somente de temas noticiosos que vivem os hackers, eles também se alimentam dos ciúmes e de suspeitas. A pesquisa mostra que os cybercriminosos têm tido muito sucesso ao espalhar vírus que tragam aplicações usadas para espiar o cônjuge em caso de suspeita de infidelidade, como os programas que supostamente permitem ler através da internet mensagens SMS de qualquer telefone.

Para evitar os ataques, especialistas afirmam que é importante certificar-se de que o endereço de internet (URL) mostrado no browser é a do site oficial. Caso não conheça o endereço, procure-o em algum mecanismo de busca. Como é preciso autorizar o download para que o vírus infecte seu computador, sempre passe antes disso um antivírus no arquivo a ser baixado.

Mais usados para espalhar vírus
Tema
%
Morte de Michael Jackson 30%
Vírus H1N1 (gripe suína) 27%
Presidência de Obama 11%
Software para espiar SMS de parceiros 9%
Notícias da agências Reuters 5%
Vouchers de desconto para compras online 4%
Postais do Dia dos Namorados 2%
Morte de Farrah Fawcet 2%
Links para vídeos das Pussycats Dolls 1%
*Fonte:Panda Security

Fonte: http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI86749-16382,00.html

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Lições de um ícone do atletismo para os negócios

Por Professor John Weeks - Administradores.com
Desenvolva
a motivação
de um Campeão


O jamaicano Usain Bolt se tornou o homem mais rápido da história da humanidade depois de quebrar três recordes mundiais nas Olimpíadas de Pequim do ano passado. Para realizar este feito, foi preciso ter motivação, pensamento crítico e foco. Mais importante ainda, foi necessário transformar decepções em vantagens, fraquezas em forças, e desenvolver a motivação requerida de um campeão mundial. Estes três atributos são lições que podemos aplicar aos que trabalham no mundo dos negócios.

Aproveitar as forças

Se o treinador dele não tivesse reconhecido seu dom da velocidade, talvez Usain Bolt tivesse sido apenas um jogador mediano de cricket, esporte que praticava na adolescência. Quando seus treinadores o aconselharam a se concentrar na modalidade dos 400 metros, Bolt já tinha a autoconfiança necessária para perceber que seu maior talento estava nos 100 metros rasos. As Olimpíadas provaram que ele estava certo. Bolt estava tão à vontade com suas próprias habilidades que sabia quando aceitar ou quando ignorar feedbacks.

No mundo dos negócios, muitas vezes há uma forte preocupação em realizar Análises de Insuficiência, forçando executivos a focarem na melhoria de seus pontos fracos. Isso é quase sempre um conselho errado. Se você é um ótimo escritor, mas um péssimo orador, concentre-se em escrever melhor ainda e contrate alguém para falar por você. Geralmente, as coisas que não fazemos bem são as que a gente não gosta de fazer. Uma receita para se ter sucesso é fazer cada vez menos as coisas que não gostamos, e concentrar cada vez mais nas coisas que fazemos bem.

Eu me lembro de um vendedor que era incrivelmente competente em conseguir novos clientes, porém péssimo no follow-up e no atendimento. Seu chefe o despediu, o que foi um grande erro. Encontrar um talento especial é extremamente difícil e, por outro lado, é fácil designar alguém para cuidar dos detalhes mundanos de uma pós-venda. Seu chefe deveria tê-lo mantido e contratado outro funcionário para gerenciar os clientes. Você precisa de confiança em si mesmo, e se você não for o CEO, você precisa de uma organização que lhe dê apoio.

Transforme decepções em força

Depois de se profissionalizar, Bolt enfrentou uma série de lesões e contratempos que poderiam ter desanimado qualquer um. Porém, se não tivesse atravessado estas decepções, talvez nunca tivesse encontrado o foco, a disciplina e o fôlego necessários para se tornar um campeão.

Uma pessoa bem sucedida não é a que enfrenta poucas decepções na vida. Todos nós encontramos obstáculos. Na verdade, pessoas bem sucedidas têm a habilidade de aprender, positivamente, com os atrasos e decepções, e utilizá-los como uma fonte de motivação. Steve Jobs, da Apple, costuma contar que se ele não tivesse desistido de sua faculdade, o Macintosh não teria sido um computador tão potente. Ele credita seu sucesso na Apple ao fato de ser sido despedido pela empresa 14 anos antes. Enfrentar a morte o ajudou a focar no que realmente queria da vida.

Uma pessoa bem sucedida também não é aquela que não tem fraquezas. Somos todos humanos e somos todos fracos. O que distingue a pessoa bem sucedida é sua habilidade em descobrir maneiras de usar suas fraquezas como vantagens e achar forças próprias que talvez os outros não tenham reconhecido ainda. Um dos heróis da Guerra Civil Americana foi Joshua Lawrence Chamberlain, um professor de inglês e poeta, e também um fervoroso opositor à escravidão, que não suportaria viver se não contribuísse para a guerra. Muitos de seus colegas acharam que era muito intelectualizado para ser um comandante efetivo e liderar soldados numa batalha. Mas, quando chegou a hora, o fato de ser diferente lhe deu credibilidade junto aos homens que se rebelaram contra seus líderes convencionais. Sua habilidade em articular claramente sua visão do propósito pelo qual estavam lutando provou ser uma inspiração fundamental para seus soldados.

Seus valentes esforços no Little Round Top, na batalha de Gettysburg, foi de grande importância para a vitória do exército do Norte. Chamberlain foi condecorado com o Congressional Medal of Honor.

A motivação é a chave de tudo

Usain Bolt passou por problemas no início de sua carreira porque era tão mais rápido que os outros que se negava a treinar, se alimentava da maneira errada e não tinha concentração. Isso bastava para vencer competições locais, mas, para se tornar um campeão mundial, era preciso mais. A chave era a motivação.

A motivação é igualmente importante nos negócios e, muitas vezes, tão difícil de manter quanto nos esportes. Alguns executivos têm paixão por seu trabalho, ou se responsabilizam pelos funcionários de suas empresas. Outros querem manter o poder e status. Qual o incentivo para um executivo de uma empresa como a Microsoft, que já fez sua vida e ganhou seus milhões?

Executivos que já têm tudo podem continuar a dar tudo de si ao encontrarem novos desafios e outros meios de motivação para almejarem melhorias sempre. Muitas estrelas do esporte e executivos compartilham de um intenso espírito competitivo de vencer, que geralmente não tem a ver com o acúmulo de riqueza.

E o executivo que se enxerga no limite de sua carreira, sem perspectiva de evolução, ou que está trabalhando para uma empresa com estrutura gerencial estática? Em algumas situações, você terá de trabalhar sua motivação, como fez o Bolt. Até mesmo os trabalhos mais rotineiros podem se tornar interessantes ao se fazer deles um jogo. O jeito é desenhar uma série de desafios e em seguida estabelecer pequenos objetivos. É uma questão de identificar algo que você queira fazer um pouco melhor, um pouco diferente, e então trabalhar nisso incessantemente. Usain Bolt tem apenas 22 anos, mas ele já sabe como fazer. Ele já passou por isso. Você, em seu trabalho, pode fazer o mesmo.

John Weeks é professor de Comportamento Organizacional no IMD. Ele leciona nos programas "Orchestrating Winning Performance" e "Advanced Strategic Management".
Fonte: http://www.administradores.com.br/noticias/licoes_de_um_icone_do_atletismo_para_os_negocios/24649