segunda-feira, 17 de maio de 2010

Abaixo está uma lista reformulada e adaptada com 20 coisas, entre hábitos e posturas sociais, que a internet está destruindo:

1 – A arte de discordar educadamente

As discussões insignificantes dos iniciantes do YouTube podem não ser representativas, mas certamente a internet aguçou o tom dos debates. O mundo dos blogs parece incapaz de aceitar as diferenças de opinião. E os trolls crescem em cada canto da web.

2 – Medo de ser a única pessoa do mundo não tocada pela morte de uma celebridade

O Twitter se tornou uma tribuna aberta para piadas sobre a morte de pessoas famosas. Algumas de muito mau gosto, mas um antídoto para o “luto” dos fãs que, de outra forma, predominaria.

3 – Ouvir um disco do início ao fim

Os singles são um dos benefícios improváveis da internet. Por um lado, não é mais preciso aguentar oito músicas chatas para poder ouvir uma ou duas que valem a pena. Mas, por outro lado, álbuns que valem a pena terão a audiência que merecem?

4 – Pontualidade

Antes dos celulares, as pessoas precisavam manter seus compromissos e chegar ao restaurante na hora certa. Enviar mensagens de texto cinco minutos antes para avisar os amigos do atraso se tornou uma das grosserias descartáveis da era da conectividade.

5 – Listas de telefone

Você pode encontrar tudo que quiser na internet, com dados muito mais completos do que as antigas e mofadas Páginas Amarelas.

6 – Lojas de música

Em um mundo onde as pessoas não estão dispostas a pagarem por música, cobrar delas R$ 30 por 12 músicas dentro de uma frágil caixa de plástico, definitivamente, não é um bom modelo de negócio.

7 – Memória

Quando quase todo fato, não importa quão obscuro e misterioso, pode ser esmiuçado em segundos através do Google ou do Wikipédia, o “mero” armazenamento e recuperação de conhecimentos em sua mente se tornou menos valorizado.

8 – Concentração

Quem, entre o Gmail, o Twitter, o Facebook e o Google News, consegue trabalhar? Uma nova tendência de distúrbio de concentração que se desenvolve.

9 – Decorar números de telefone

Depois de digitar os números na agenda do seu celular, você nunca mais vai olhar para eles de novo.

10 – Teorias conspiratórias

A internet é constantemente repudiada como dominada por pessoas excêntricas, mas, ao longo dos anos, se mostrou muito mais propensa para desacreditar teorias conspiratórias em vez de perpetuá-las.

11 – Preencher formulários na última página dos livros

O mais próximo disso hoje são os serviços das livrarias virtuais como “Clientes que compraram este livro também compraram…”

12 – Álbuns de fotos e projeções de slides

Facebook, Flickr e sites de impressão de fotos como Snapfish são a nova maneira pela qual compartilhamos nossas fotos. No início deste ano, a Kodak anunciou estar descontinuando a produção do seu clássico filme Kodachrome por falta de demanda.

13 – Depender de agentes de viagens para marcar férias

Para embarcar em uma viagem de férias, não precisamos mais passar obrigatoriamente pelo agente de viagens, que tenta insistentemente vender aquele pacote “imperdível”. Sites especializados montam a viagem dos sonhos dentro do orçamento possível.

14 – Adolescentes ansiosos pela sua primeira Playboy

A onipresença de pornografia gratuita e pesada na internet acabou com um dos mais temidos ritos de passagem para os meninos adolescentes: a compra de revistas de pornografia. Porque tremer na fila para comprar a última Playboy se você pode baixar montanhas de obscenidades direto na sua cama?

15 – Relógios de pulso

Ficar mexendo no bolso para pegar seu celular pode não ser tão elegante quanto olhar para um relógio de pulso, mas é mais econômico e prático do que andar por aí com dois equipamentos.

16 – Artistas ainda não descobertos

Colocar suas pinturas ou poemas online é tão fácil, que os artistas desconhecidos não têm mais desculpas.


17 – Escrever cartas

E-mail é mais rápido, barato e conveniente. Receber uma carta escrita à mão de um amigo se tornou um prazer raro, e até nostálgico. Como consequência, frases de despedida formais como “Com as melhores saudações” foram substituídas por um simples “Valeu”.

18 – Matar tempo

Quando foi a última vez que você passou uma hora olhando o mundo pela janela, ou lendo novamente seu livro favorito? A atração da internet sobre a nossa atenção é implacável e, cada vez mais, difícil de resistir.

19 – Assistir televisão acompanhado

A internet permite que parentes e amigos assistam os mesmos programas em diferentes horários e em diferentes lugares, acabando com o significado daquele que foi um dos mais atrativos apelos culturais da classe média, a experiência compartilhada. Programas para assistir televisão juntos, se ainda existem, se limitam a eventos esportivos e reality shows.

20 – O intervalo de almoço

Você deixa o seu computador para almoçar? Ou come um sanduíche enquanto responde e-mails pessoais e confere as últimas promoções de passagens aéreas?

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Instantes (Autor desconhecido)

"Se eu pudesse novamente viver a minha vida,
na próxima trataria de cometer mais erros.
Não tentaria ser tão perfeito,
relaxaria mais, seria mais tolo do que tenho sido.

Na verdade, bem poucas coisas levaria a sério.
Seria menos higiênico. Correria mais riscos,
viajaria mais, contemplaria mais entardeceres,
subiria mais montanhas, nadaria mais rios.
Iria a mais lugares onde nunca fui,
tomaria mais sorvetes e menos lentilha,
teria mais problemas reais e menos problemas imaginários.

Eu fui uma dessas pessoas que viveu sensata
e profundamente cada minuto de sua vida;
claro que tive momentos de alegria.
Mas se eu pudesse voltar a viver trataria somente
de ter bons momentos.

Porque se não sabem, disso é feita a vida, só de momentos;
não percam o agora.
Eu era um daqueles que nunca ia
a parte alguma sem um termômetro,
uma bolsa de água quente, um guarda-chuva e um pára-quedas e,
se voltasse a viver, viajaria mais leve.

Se eu pudesse voltar a viver,
começaria a andar descalço no começo da primavera
e continuaria assim até o fim do outono.
Daria mais voltas na minha rua,
contemplaria mais amanheceres e brincaria com mais crianças,
se tivesse outra vez uma vida pela frente.
Mas, já viram, tenho 85 anos e estou morrendo"

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Gordinho não têm vez nas empresas?

Detesto ter que escrever a respeito de preconceito, mas não posso deixar de falar a respeito de um artigo recente que li no site Administradores.com sob o título Gordinhos não têm vez nas empresas? Já vou respondendo. Não. E isso não é novidade para ninguém. Por isso é extremamente equivocado dizer que somos um país sem preconceito. Ele existe em vários fatores.

Trabalhei em uma empresa com mais de 5.000 funcionários, e só para esquentar ainda mais a discurssão - a empresa era Administradora de Planos de Saúde com diversos hospitais no Brasil, ou seja, uma empresa cujo o negócio principal é SAúDE. Por determinação dos donos, o RH não deve contratar ninguém que seja Gordinho, mesmo que não tenha doença alguma. Uma das irmãs sócias e proprietárias é a Médica do trabalho. Responsável por todos os Exames Admissionais do grupo o que dá maior força ao preconceito da empresa.

Óbvio que isso não é propagado para ninguém e eu por uma questão ética não vou citar tal empresa. E como ele reprovam os candidatos sem denegrir sua imagem? Simples! Eles entregam um atestado de Saúde Ocupacional contendo a afirmação de 'APTO' para a função, então um funcionário liga para o RH e informa que "FULANO DE TAL" foi reprovado por está acima do peso e o RH deve se virar para dá uma desculpa furada.

E isso tudo é só uma estratégia de uma empresa que eu conheço. Deve haver outras centenas por aí que fazem coisa igual ou pior com apresentado recentemente no programa Fantástico da Rede Globo.

O pior é que nesse preconceito descabido e sem nenhuma comprovação que corrabore com tal é o não conhecimento técnico e as competências de um funcionário como esse que sequer pode mostrar suas qualidades enquanto profiissional e daí perde os dois lados. De um, o funcionário que necessita se empregar e por conta de um julgamento precipitado perde oportunidades que vão mexer com toda sua estrutura de vida. Do outro, temos a empresa que perde a oportunidade de ter um profissional que se adequa justamente a suas necessidades e com potencial para desenvolver e trazer soluções para sua empresa.

Dizer que o Brasil é um país livre de preconceito é uma inverdade sem precedentes. A diferença é que nesta pátria amada Salve, Salve-se quem puder - é que aqui, com o Jeitinho Brasileiro, as coisas ficam camufladas, por baixo dos panos dos poderos, àqueles cuja o caráter e ganância sobressai como item fundamental do que qualquer outra coisa. Somos sim seres humanos cheios de preconceito e não nos importamos com os outros. Seja com Gordinhos, seja com Negros, seja com Feios e enfim, a prova está no texto que você pode acompanhar no link acima.

A pergunta que deixo para você, caro leitor, é quando isso vai terminar?

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Problemas | É bom se acostumar com eles.

Assim que nós agimos diante de alguns problemas

Certa vez vi um pequeno texto que dizia mais ou menos o seguinte: “Se eu achasse a fórmula mágica para resolução dos problemas, não o divulgaria, não o revelaria a ninguém. Os problemas existem para ajudar as pessoas a amadurecerem e é muito bom que você vá se acostumando com eles, pois ainda vai ter muitos em sua vida”.

À primeira vista achei o texto muito rude, pessimista e nem um pouco altruísta, pensei que autor estava louco ou coisa parecida. Já pensou se nós tivéssemos a solução para todos os nossos problemas e poder compartilhar isso com todos? Bom seria, não é mesmo?
Porém, passei a refletir um pouco mais sobre o que o autor estava querendo dizer e a verdade é que percebi que realmente não há uma solução definitiva para todos os problemas de nossas vidas (sei que isso não é novidade para você também), o que o escritor quer nos alertar é como lidar com os problemas que a vida nos impõe.

É verdade que os problemas nos dão maturidade e experiência para lidar com as mais difíceis circunstâncias da vida. Eles estão presentes, não escolhem raça ou cor, não se importam com status social, ou com quanto dinheiro você tem. Os problemas acompanham a todos. Ah! não se preocupe, não precisa solicitar para o problema chegar até você, ele irá por conta própria e no momento que menos esperamos. Sempre somos surpreendidos por uma situação adversa, algo que parece não haver uma saída. Você já parou para pensar quantos problemas aparecem? E o mais incrível é que, às vezes, quando pensamos em estar saindo de um, vem mais dois ou três... Quem nunca passou por isso?

Dessa forma, eu não vou trazer aqui para você uma fórmula mágica, porque não tenho isso nem para os meus problemas, mas posso dar umas dicas de como podemos encarar cada um e buscar soluções que nos façam crescer ainda mais:

1. Sua atitude é tudo: Sua atitude diante dos problemas é um fator determinante de como você vai passar por cada um. Você pode escolher ficar triste e se deixar levar ou pode encarar de frente e buscar soluções para resolvê-los. Tinha uma amiga aqui no Call Center que sempre que eu dizia “temos um problema!” ela me retrucava: “Não. Temos um desafio”. E isso sempre me colocava para refletir em focar a solução e não o problema.

2. Não há problema sem solução: Busque apoio, fale com sua família, compartilhe com pessoas da sua confiança, principalmente com os mais velhos e com certeza você verá que existe mais saídas do que você pensa.

3. Ajude os outros nos problemas deles: Você pode também ajudar mesmo cheio de problemas. Olhe para o lado, e perceba que sempre vai haver alguém com um problema em que você pode ajudar a resolver. E quem sabe um dia esse alguém vai ajudar outro, que pode até mesmo ser você.

Lembre-se: “Os problemas existem para ajudar as pessoas amadurecerem e é muito bom que você vá se acostumando com eles, pois você ainda vai ter muitos em sua vida”. Aprenda a conviver e lidar com seus problemas, sei que não é uma tarefa fácil, mas você pode encarar isso como desafio a ser superado.
Rafael Queiroz

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Resiliência

Uma competência cada vez mais exigida dos profissionais.

Segundo o dicionário eletrônico PRIBERAM.PT resiliência vem do inglês resilience e sua definição é “a propriedade de um corpo de recuperar a sua forma original após sofrer choque ou deformação” ou, no sentido figurado, “a capacidade de superar, de recuperar-se de adversidade”.

Podemos dizer amiúde que Resiliência é a capacidade do indivíduo tem para lidar com problemas, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas - choque, estresse, etc. - sem se deixar levar a um estágio de estresse psicológico de forma a ser influenciado por estado emocional.

Surge daí então uma nova Competência que passa a ser exigida dos profissionais que estão inseridos em um contexto organizacional, principalmente naquelas funções em que ambiente de trabalho é compatível com esse tipo de carga emocional e seus profissionais estão constantemente submetidos a alguma pressão, seja por resultados, seja por atendimento, seja por metas, o que é totalmente comum nas empresas de hoje, face à competitividade imposta pelo Mercado e à necessidade que esta empresa tem de estar a frente para manter a saúde financeira de seu caixa.

Por isso surge uma nova demanda no mercado na busca por profissionais que sejam resilientes e que consigam agir de forma assertiva, mesmo que submetidos a altos níveis de estresse e cobranças. Óbvio, que não estou falando de (e nem desejo que seja) super máquinas, robores sem sentimento que não se relacionam, que não tem problemas em casa, ou seres espaciais que não tem dívidas, tampouco algum espetacular estátua que não sente nada. Claro que as pessoas tem anseios, necessidades. E quem nessa vida não tem problema? Se você acha que não, converse comigo somente dois minutos que eu lhe consigo vários bem rapidinho.

Brincadeiras à parte, o fato é que o profissional que sabe usar a resiliência é aquele que mesmo com seus problemas e mesmo que submetido a situações estressantes, consegue passar por cima e voltar “o estado original”, lembra-se da definição no início? Ou seja, o sujeito vai sim sentir o baque daquela situação, mas o seu poder para contornar e rapidez em que isso ocorre é o diferencial desse profissional.

Cuidado! Muita calma neste momento. Não estamos falando de apatia. Ser apático é ruim. Essa é diferença entre os de origem latina e os de origem britânica. Nós brasileiros somos profissionais que vibram, que torcem, que se emocionam e isso é de suma importância e reflete-se diretamente na equipe da qual fazemos parte. É muito bom ter profissionais que vibram, que sabem comemorar (ou refletir) diante de um determinado resultado. Ser apático destrói qualquer chance de relacionamento. A apatia afasta as pessoas, ninguém gosta de ser tratado com indiferença, o tipo de semblante que não se move diante de uma tragédia ou de uma grande vitória ocorrida na equipe. E definitivamente, resiliência não isso. Lembre-se da nossa definição no início.

Agora você deve está dizendo “tá bom Rafael, já entendi o que resiliência, que não devo ser apático, que tenho que absorver os problemas e, mesmo diante do choque, voltar ao estado original. Mas como me tornar então um profissional resiliente?” E posso falar para você que a pergunta foi muito boa e como resposta eu vou te dizer que sinceramente eu não sei!

Não há um padrão, tampouco uma fórmula mágica como a dos “Ursinhos Gummy” para que você se torne um o “Resiliente do Ano”. A resiliência é inerente dos seres humanos em maior ou menor grau é um posicionamento que se quer ter e tem muito haver com a subjetividade da personalidade de um indivíduo e todo um papo de psicólogo que não é o foco aqui. Ela (resiliência) depende muito de como você reage diante das adversidades da vida.

C.H. Spurgeon falou certa vez que “Se descobrisse um remédio para os problemas, eu não divulgaria. Os problemas e adversidades da vida servem para nos amadurecer e é bom se acostumar, pois não vida você terá muito deles pela frente”.